Crítica | Dragonstone (GoT - 7x01) - A boa filha a casa torna...


Por: Juliana Benaspin

Com uma estreia mundial aguardada ansiosamente pelos fãs da série, Game of Thrones contou com cenas emocionantes, com disputas políticas e questionamentos religiosos que ainda não foram digeridas pela escritora que vos fala.

Cuidado!!!!!!!!!



Iniciando com a ascensão de Arya Stark como Ninguém, vemos a morte dos Frey e como o inverno será cruel com aqueles que tiveram “bonança” no longo verão. O amadurecimento da mais nova lady da família Stark era aguardado desde a cena  da morte de Ned.



Ainda com a presença dela, temos a participação especial que movimentou as redes sociais alguns meses atrás. Ed Sheeran é um soldado Lannister que está tentando voltar para casa com alguns outros homens e, em uma cena simples e sem muitas falas, descobrimos que a lista de Arya continua viva e que estamos muito próximos de vê-la concretizar a morte da atual rainha de Westeros, Cersei Lannister, primeira de seu nome, rainha dos Ândalos, blá-blá-blá... Vale também notar que há uma reflexão sobre quem herda os erros de seus pais e superiores em duas cenas dessa nova estreia. Uma é protagonizada por Arya e outra pelo novo rei do Norte, Jon Snow.



Jon mesmo sendo traído e abandonado pelos companheiros entende que não devemos julgar pessoas além daquelas que tomam a decisão. Ele perdoa casas que antes se voltaram contra a família Stark mesmo que a opinião de Sansa seja contrária. Não prefiro comentar sobre esse embate porque Jon é sempre um personagem que excede as expectativas. Ele nunca segue o caminho que eu penso que deveria seguir. E creio que isso é bom em alguns momentos da construção do enredo.

O segundo momento que chamou a atenção foi a presença de Sandor Clegane, o Perdigueiro - para os íntimos - e Beric Dondarrion. Qual a função dele com um dos maiores sacerdotes do fogo? Por que os deuses o escolheram?



Vemos uma personagem mais humanizada e com um passado que o marcou não só fisicamente, mas não foi definitivo na construção do caráter. Depois de sobreviver à separação de Arya, Clegane parece ter criado um coração com calor o suficiente para enterrar os mortos. O momento que entendi quem eram os mortos na pequena cabana, sentimos um aperto que fará muitos homens suarem pelos olhos.

Falando nas benditas lágrimas derramadas pela estreia, o que foi DAENY CHEGANDO EM CASA????



Eu precisei de muitos momentos pós cena para me acalmar e manter a estrutura emocional. Sabemos que tudo que a última Targaryen (conhecida pelo público) conhece de sua terra natal e da casa que um dia seus pais chamaram de sua, é através de histórias contadas por Viserys. Os sentimentos de saudosismo, reconhecimento, triunfo, dor e fúria ficaram claros com a atuação magnífica de Emilia Clarke, intérprete de Daenerys Targaryen. Palavras não foram necessárias, mas terminar com um SHALL WE BEGIN??????

Clarooooo!!!! Com certeza!!!!!! Se não for pra tomar tudo de volta, eu nem atravesso o mar Estreito!!!!!!!!!!!

Foi divino, foi emocionante, foi esplêndido. Não sei o que os outros fãs estão pensando, mas eu simplesmente adorei.
A sonoplastia surpreendeu com os preenchimentos corretos, provocando arrepios durante as cenas mais radicais. A nova versão da música Ice and Fire que toca nas cenas finais já está sendo procurada para virar ringtone. A fotografia das localidades impressionou. Os caminhantes brancos – que não tiveram muito destaque, porém foram introduzidos de maneira inteligentíssima – não nos deixam esquecer quem é o verdadeiro inimigo.

As mulheres são o destaque para essa reta final da série. Temos personagens decididas e fortes espalhadas por toda Westeros e que definitivamente levarão o jogo dos Tronos a outro nível.



Para os fãs de Harry Potter, além da presença de David Bradley – o mal encarado inspetor Filch – como Walder Frey, temos Jim Broadbent como o Grande Meistre da Cidadela. Ele encena um momento crucial com Sam Tarly, explicando porque Sam ainda não deve ter acesso à área restrita da grande Biblioteca. Vemos como os sábios não se preocupam tanto com a iminente guerra contra os reis da Noite. Mas se teve alguma coisa que Samuel Tarly aprendeu nessa vida é seguir os instintos. Com ele, descobrimos uma grande fortaleza repleta de Obsidiana – vidro de Dragão, única arma possível de matar os vagantes. Vale a pena prestar atenção na caminhada de Sam. Temos um aliado que não pode ser esquecido, pois seu papel na trama ainda não foi bem determinado. E aí? Quem notou?

Sei que aguardar seis dias para Stormborn não vai ser nada comparado à espera de 386 dias, mas quem é que está contando, não é mesmo?!


2 comentários:

  1. O inverno chegou. Nos resta agora o fogo adentrar os sete reinos e aquecer o sangue para se tornar um verdadeira lava incandescente

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