(Crítica) O Grinch



O Grinch é o personagem do clássico conto escrito por Dr. Seuss e publicado em 1957, com o nome de How the Grinch Stole Christmas” (Como o Grinch Roubou o Natal). Teve sua primeira adaptação em 1966, como série de animação para TV. Em 2000, ganhou a primeira versão live-action no cinema, interpretado por Jim Carrey. E, atualmente em 2018, ganhou uma nova repaginada, desta vez como filme de animação em 3D da Ilumination, a mesma dos sucessos como “Minions” e “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”.



Em Quemlândia, o Natal é a data mais esperada e celebrada por todos os habitantes. Todos são felizes e vivem em harmonia uns com os outros, exceto um cidadão, o Grinch. O monstro verde vive na solidão, longe de todo mundo, apenas tem seu fiel escudeiro, o cachorro Max. Completamente mal-humorado, ele evita passar pelo vilarejo “feliz” e odeia o Natal. Para acabar com toda a alegria da vizinhança, ele decide estragar a celebração natalina, e planeja furtar todos os enfeites e presentes do povo de Quemlândia. Mas uma garotinha, chamada Cindy Lou Who, irá conseguir quebrar o gelo de Grinch e o ensinará a ser feliz.

A parte visual é bem elaborada, nota-se o destaque das cores no cenário e em cada personagem. A Ilumination mostrou estar à altura de outras grandes produtoras de animação, depois do estrondoso sucesso de “Meu Malvado Favorito”, em 2010. Sucesso que acabou gerando o filme “Minions”. 


Benedict Cumberbatch dá a voz ao Grinch na versão original, e aqui no Brasil, o ator Lázaro Ramos faz uma excelente dublagem, que merece ser vista. O Grinch é uma animação para toda família, que traz a mensagem de ‘deixar a alegria entrar no coração’ e que a felicidade está nas coisas simples da vida. Um filme muito bem feito, a nova adaptação é fiel ao clássico com tom da atualidade. 

“O Grinch” estreia dia 08 de novembro nos cinemas.

Trailer

Festival do Rio já tem ingressos para venda


Já estão disponíveis os ingressos para o Festival do Rio, que será realizado de 1º a 11 de novembro. O passaporte com 20 ingressos sai a R$ 240. O de seis ingressos custa R$ 78. Os bilhetes podem ser adquiridos no site. Este ano, o Festival do Rio vai mostrar 200 filmes de mais de 60 países em 20 locais de exibição.

Confira a programação completa pelo site do Festival do Rio.

Netflix divulga teaser da 3ª temporada de La Casa de Papel



A Netflix liberou em suas redes sociais, um teaser da terceira temporada de La Casa de Papel. Confira:


A série espanhola que virou fenômeno no Brasil, estreou no final de 2017 com 13 episódios, e a segunda temporada foi lançada em abril de 2018

Diamond Films traz seis grandes filmes para o Festival do Rio



O Festival do Rio, que acontece de 1º a 11 de novembro no Rio de Janeiro, terá exibição de seis filmes com distribuição da Diamond Films no Brasil.
Peterloo”, novo longa de Mike Leigh (“Segredos e Mentiras”), foi exibido no festival de Veneza, onde ganhou a menção especial ‘Human Rights Film Network Award’. O filme aborda o massacre de Peterloo, em 1819, quando o exército do Reino Unido atacou civis que manifestavam pacificamente em prol da democracia, na praça St. Peter, em Manchester, tornando-se um episódio marcante na história britânica.


Outro longa que participou da competição oficial em Veneza, “No Portal da Eternidade”, dirigido por Julian Schnabel (“O Escafandro e a Borboleta”), garantiu ao protagonista Williem Dafoe o prêmio Volpi Cup de melhor ator no festival italiano. Baseado nas pinturas de Vicent van Gogh, que frequentemente estão relacionadas a acontecimentos de sua vida, o longa trata das obras do artista, que mesmo tendo passado por tragédias pessoais, manteve o otimismo em seus trabalhos. 


A vida da escritora Sidonie-Gabrielle Colette e seu relacionamento com o marido, um famoso escritor parisiense, são tema de “Colette”, dirigido por Wash Westmoreland (“Para Sempre Alice”). O longa, que foi exibido nos festivais de Sundance, Toronto e Londres, conquistou elogios da crítica pela interpretação de Keira Knightley no papel da protagonista.

“O Peso do Passado”, da diretora Karyn Kusama (“Boa de Briga”), é estrelado por Nicole Kidman e também participou dos festivais de Londres e Toronto deste ano. O filme acompanha a odisseia moral e existencial da detetive da polícia de Los Angeles Erin Bell (Kidman), que precisa confrontar os demônios de seu passado trágico.


Longa mais recente do aclamado diretor Gus Van Sant (“Elefante”), “A Pé Ele Não Vai Longe” é estrelado por Joaquin Phoenix e baseado no livro autobiográfico de John Callahan. Exibido no festival de Berlim, o filme conta a história real de Callahan, um alcoólatra que, depois de sofrer um acidente de carro, descobre num grupo de apoio habilidades para desenhar histórias em quadrinho irreverentes.


“A Rota Selvagem”, também presente na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, foi exibido em 2017 nos festivais de Londres e Veneza, garantindo a Charlie Plummer o prêmio de melhor ator em ascensão na competição italiana. Dirigido e escrito por Andrew Haigh (“45 Anos”) e baseado no romance de Willy Vlautin, o filme é uma história sobre amor, solidão, família e amizade, contada por meio da conexão de um garoto com um cavalo de corrida. 


“Colette”, “A Rota Selvagem” e “A Pé Ele Não Vai Longe” estreiam nos cinemas brasileiros ainda em 2018, com distribuição da Diamond Films. Os demais filmes têm lançamentos programados para o primeiro semestre de 2019. As datas, horários e locais das exibições serão divulgados em breve pela organização do Festival do Rio.

Animação da Netflix "Super Drags" ganha novo trailer


Super Drags, primeira animação brasileira original da Netflix acaba de ganhar novo trailer. A animação é sobre três jovens, Patrick, Donny e Ramon, que de dia trabalham em uma loja de departamento com clientes irritantes e um chefe exigente. À noite, eles liberam suas divas internas para se tornar Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim: três incrivelmente fabulosas Super Drags que foram recrutadas para reunir a comunidade LGBT e espalhar purpurina no mundo.
Confira:


Uma das dubladoras da série é Pabllo Vittar, que interpretará Goldiva. Entre as demais vozes, Silvetty Montilla será Vedete Champagne, Suzy Brasil fará a voz de Juracy, e Guilherme Briggstambém integra o elenco dando sua voz a dois personagens.
A série de cinco episódios é assinada por Anderson MahanskiFernando Mendonça e Paulo Lescaut é produzida pela Combo Estúdio.
O lançamento acontece em 9 de novembro de 2018.

Fonte: Omelete

Cinépolis lança combo exclusivo da Turma da Mônica



A rede Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina e segunda maior do mundo em ingressos vendidos, inicia no dia 18 de outubro a venda do combo promocional da “Turma da Mônica” com uma caixinha exclusiva acompanhada por um agarradinho da turminha.
 
O combo é composto por uma bebida, que pode ser refrigerante ou suco, uma pipoca pequena na caixinha da promoção “Turma da Mônica” e um agarradinho – ao todo, são seis personagens: Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Bidu e Sansão. A promoção vai até o dia 31 de dezembro, ou enquanto durarem os estoques.




A promoção não é cumulativa e não é válida em conjunto com outras promoções e benefícios.
 
 
Sobre a Cinépolis Brasil 
A Cinépolis é a maior operadora de cinemas da América Latina e segunda maior do mundo em ingressos vendidos, com um total de 607 cinemas, opera mais de 5.018 salas, 100% digitais, em treze países.
 
Desde sua chegada ao Brasil em 2010, é a rede com maior crescimento no mercado. Atualmente, opera 51 cinemas em todo o Brasil com 388 salas, com marcas destaque como Macro XE, IMAX e Junior. A Cinépolis é a maior operadora de salas VIP no mundo e no Brasil foi a pioneira na implantação da tecnologia 4DX – salas com poltronas com movimentos e instalações para gerar mais de 20 efeitos especiais sincronizados com o filme.
 
Em 2018, pela terceira vez, o Cinépolis JK Iguatemi foi eleito pelo Guia da Folha como o melhor cinema da cidade de São Paulo (2015, 2017 e 2018) e sua sala IMAX foi apontada como a melhor sala individual do circuito.  Em 2017 e 2016, a rede Cinépolis ficou em 1º lugar no “Prêmio Estadão Melhores Serviços”, na categoria redes de cinema.
 
A constante inovação e o bom desempenho tem sido reconhecidos com diversos prêmios, dentre eles: Melhor Exibidor por quatro anos consecutivos (2011, 2012, 2013 e 2014), concedido no Prêmio ED (Exibição & Distribuição), realizado pelo Sindicato das Empresas Exibidoras do Estado de São Paulo.
 
Mais informações, acesse: http://www.cinepolis.com.br
 
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Cena de “O Doutrinador” traz perseguição ao anti-herói brasileiro


Vídeo que acaba de ser divulgado mostra o anti-herói brasileiro, conhecido como “O Doutrinador” em fuga. Surpreendido quando estava prestes a alcançar mais um alvo, o vigilante que caça corruptos tem de correr para não ser pego pelo policial federal Edu (Samuel de Assis). Altamente preparados para situações de enfrentamento, os dois protagonizam uma das cenas de ação do longa que estreia em 1º de novembro. Confira:

O personagem das HQs, criado por Luciano Cunha, é interpretado por Kiko Pissolato. No elenco também estão Eduardo Moscovis, Natália Lage, Helena Ranaldi, Carlos Betão e Tuca Andrada, entre outros.
Além do longa, que chega em 1º de novembro aos cinemas brasileiros, “O Doutrinador” será transformado em uma série de TV, exibida pelo canal Space em 2019. Com direção de Gustavo Bonafé e codireção de Fábio Mendonça, o filme e a série foram criados por Cunha e Gabriel Wainer, que também participaram das mesas de roteiro, assinado por Mirna Nogueira, LG Bayão, Rodrigo Lages, Denis Nielsen e Guilherme Siman. A produção é da Paris Entretenimento e a distribuição da Downtown/Paris Filmes.
Sinopse
“O Doutrinador” é um anti-herói no melhor estilo dos vigilantes dos quadrinhos. O Doutrinador é Miguel, um agente federal altamente treinado que vive num Brasil cujo governo foi sequestrado por uma quadrilha de políticos e empresários. Uma tragédia pessoal o leva a eleger a corrupção endêmica brasileira como sua maior inimiga. E ele começa a se vingar da elite política brasileira em pleno período de eleições presidenciais, numa cruzada sem volta contra a corrupção.
Ficha Técnica
Direção: Gustavo Bonafé
Roteiro: Mirna Nogueira, LG Bayão, Rodrigo Lages, Denis Nielsen, Guilherme Siman, Gabriel Wainer e Luciano Cunha
Produção: Marcio Fraccaroli, Sandi Adamiu, Bruno Wainer
Produção Executiva: Renata Rezende
Direção de Fotografia: Rodrigo Carvalho
Produtora de elenco: Renata Kalman
Diretor de Arte: Marghe Pennacchi
Figurinista: Flavia Lhacer
Montador: Federico Brioni e Sabrina Wilkins
Elenco
Kiko Pissolato (Miguel)
Samuel de Assis (Edu)
Tainá Medina (Nina)
Marília Gabriela (Ministra Marta Regina)
Eduardo Moscovis (Sandro Correa)
Helena Ranaldi (Julia Machado)
Natália Lage (Isabela)
Natallia Rodrigues (Penélope)
Tuca Andrada (Delegado Siqueira)
Gustavo Vaz (Anterinho)
Carlos Betão (Antero Gomes)
Nicolas Trevijano (Diogo)
Eduardo Chagas (Oliveira)

(Crítica) Nasce uma Estrela




Por Beto Menezes, do Cinema em Série

Clássico americano que volta ao cinema pela quarta vez, Nasce uma Estrela (A Star is Born) se mostra tanto como o projeto ideal para Bradley Cooper iniciar sua carreira como diretor quanto para Lady Gaga mostrar uma nova vertente do seu talento como a jovem desconhecida que é alçada ao estrelato musical. E ambos conseguem atingir seu objetivo e tornar essa versão bastante apropriada para a nova geração e agrada como homenagem aos originais.

No filme conhecemos o astro Jackson Maine (Cooper), cantor que um dia brilhou como a estrela que já foi e agora vê sua carreira apagando aos poucos na solidão. Ao sair de um show ele para em um bar e conhece Ally (Gaga), jovem que vive de um trabalho pequeno e canta nesse bar onde coincidentemente Maine está. Após uma noite de bate papo o cantor vê na jovem a inspiração dos dias de sucesso e a leva rumo ao estrelato onde, graças à fama recém adquirida dela, ambos veêm o seu recente relacionamento passar por uma tremenda montanha russa de emoções.


Diferente do que o trailer se apresenta (ou que me deu a impressão, pelo menos) Nasce uma Estrela se trata muito mais de um drama sobre o lado complicado da fama do que um musical. O filme se apóia no drama que os dois estão passando, com um peso muito maior na carga emocional de Maine. Cooper presta uma boa homenagem às versões anteriores, e tenta imprimir um ar nostálgico mas ao mesmo tempo dar modernidade ao filme, as cenas de show são bastante empolgantes e bem filmadas, mas a música aqui atua muito mais como um instrumento da passagem de tempo, para mostrar a evolução de Ally e o fracasso de Maine. Mas a música ainda assim tem papel importante na história do casal.
Se Cooper cumpre seu papel muito bem tanto na frente quanto atrás das telas, Gaga surpreende atuando tanto deslumbre da vida que Ally adquire quanto no drama da mulher apaixonada pelo astro musical. Ela dá bastante sensibilidade e força à personagem e não é nada diminuída ao lado de Cooper. Muito pelo contrário, ambos combinam muito bem em tela, tanto na parceria musical quanto nas cenas mais dramáticas. Destaques também para Sam Elliott como o irmão/empresário de Maine, ambos tem cenas emocionais bem fortes e tocantes.

Mesmo com uma duração um pouco mais longa que o necessário o humor é bem pontual, personagens são fortes e as músicas originais ajudam a contar a história, Nasce uma Estrela é um filme completo que mesmo com um final que muitos podem achar previsível, conta com uma direção competente e astros que engrandecem a trama. E em se tratando de remakes, isso diz muita coisa.
Trailer:



https://www.cinemaemserie.com.br/filmes/resenha-nasce-uma-estrela/

42ª Mostra de SP anuncia filmes selecionados



A 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo anunciou os filmes selecionados para este ano. O evento, que acontece entre os dias 18 e 31 de outubro, vai exibir mais de 300 títulos de variados países e diversas cinematografias. Os longas serão apresentados em mais de 30 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre, e também em Campinas. 

A 42ª Mostra vai exibir os longas que ganharam os prêmios de melhor filme nos grandes festivais estrangeiros deste ano: o mexicano Roma, de Alfonso Cuáron, que faturou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e encerra a programação no dia 31; o cingapuriano Uma Terra Imaginada, de Siew Hua Yeo, que recebeuo Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; e o romeno Não Me Toque, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. O japonês Hirokazu Kore-eda será homenageado com o Prêmio Humanidade.

O trabalho mais recente do diretor, Assunto de Família, que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, integra a programação. Integram a programação o longa vencedor de melhor roteiro no Festival de Cannes, 3 Faces, do cineasta iraniano Jafar Panahi, que receberá o Prêmio Leon Cakoff desta edição; e A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora, 1929), longa alemão dirigido por Georg Wilhelm Pabst, será projetado na área externa do Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica; além da exibição do inédito A Casa que Jack Construiu, de Lars von Trier, a Mostra revisita a obra do diretor com sessões de outros três longas: Ondas do Destino, Europa e Elemento de um Crime. 

A 42ª Mostra ainda vai apresentar os mais recentes filmes do cineasta israelense Amos Gitai — a ficção Uma Carta para um Amigo em Gaza e o documentário Um Trem em Jerusalém —, além do média-metragem A Casa (1980), em sessão especial. Outro Prêmio Humanidade será concedido a Drauzio Varella antes da exibição da cópia restaurada de Pixote – A Lei do Mais Fraco. A projeção do curta Conversa com Ele, de Bárbara Paz, antecede a sessão. Drauzio também participa da mesa Da Vida à Palavra; Da Palavra à Imagem, no II Fórum Mostra. 

A 42ª Mostra homenageia ainda o centenário do líder sul-africano Nelson Mandela com a exibição de quatro títulos, entre eles o inédito O Estado Contra Mandela e os Outros, de Gilles Porte e Nicolas Champeaux, que integrou a seleção do Festival de Cannes.

A tradicional programação apresentada no Vão Livre do Masp incluirá títulos como As Canções, de Eduardo CoutinhoÓpera do Malandro, de Ruy Guerra, e Invictus, de Clint Eastwood, que será exibido em homenagem ao centenário de Nelson Mandela. Os 20 anos de Central do Brasil, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Montenegro, serão comemorados com a exibição inédita no país da cópia restaurada do filme, com a presença do diretor e elenco principal. Também ganham sessão especial a cópia restaurada de O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, e o longa O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl, que comemoram 50 anos de lançamento, além de Feliz Ano Velho, que completa 30 anos e tem direção de Roberto Gervitz.
Entre as cerca de 30 obras latinas, a 42ª. Mostra destaca dois títulos de Fernando Solanas, premiado cineasta argentino que estará presente durante o evento: La Hora de Los Hornos e o inédito Viaje A Los Pueblos Fumigados.
A cópia restaurada da série alemã Oito Horas Não São Um Dia, de Rainer Werner Fassbinder, marca as sessões de obras que retratam o pensamento de Karl Marx (1818-1883), cujo bicentenário é comemorado neste ano pela 42ª Mostra e pelo Instituto Goethe. Também serão exibidos filmes como Trabalhos Ocasionais de uma Escrava, de Alexander Kluge, e Marx Reloaded, de Jason Barker.
Os 30 anos do lançamento no Brasil do premiado Asas do Desejo, de Wim Wenders, serão comemorados com uma exibição da cópia restaurada do longa.
Nesta edição, o Prêmio Petrobras de Cinema vai apoiar a distribuição de dois longas brasileiros, com R$ 100 mil para o melhor documentário e R$ 200 mil para a melhor ficção, que serão escolhidos pelo público.



(Crítica) Venom



Venom, um dos maiores vilões do Homem-Aranha ganha seu primeiro filme, que acaba de chegar aos cinemas. Produzido pela Sony que está apostando nesse universo do aracnídeo, depois de firmar parceria com a Disney/Marvel, o filme adiciona elementos de terror e um temperamento mais sombrio do personagem.

Baseado no hq, o longa divide opiniões e está sendo massacrado pela crítica,
mas se não quiser ver no cinema por causa disso, aconselho assistir e tirar sua própria conclusão. Há cenas divertidas, ótima química entre protagonista e simbionte, porém, há algumas falhas que atrapalham no resultado final.



A trama começa com a explosão de um foguete que traz os simbiontes para o Instituto Vida, comandado por Carlton Drake, um sujeito sem caráter que usa pessoas como cobaias em experimentos perigosos e mortais. Os simbiontes devem se fundir com um hospedeiro humano perfeitamente compatível para sobreviverem, caso contrário, o corpo os rejeita, matando o hospedeiro e também o simbionte. Eddie Brock (Tom Hardy) um jornalista investigativo começa a sondar essas artimanhas. Ele desconfia que exista algo de muito errado nesse instituto, e quando defronta e acusa Drake, toda sua vida começa a desmoronar. Eddie é invadido pelo parasita alienígena que toma conta de sua mente, de seu corpo e de sua vida.

Dirigido por Ruben Fleischer, o longa mostra a origem do personagem ainda sem ter a relação fundamental com o Homem-Aranha. Há boas cenas de ação cheias de adrenalina, que prendem a atenção.  Os efeitos especiais destacam bem a caracterização do Venom, e a boa química entre Eddie e simbionte valem cenas divertidas e descontraídas. A trilha sonora fica por conta de Eminem com a canção “Venom (Music from the Motion Picture)”.



Talvez o principal problema do filme seja a falta de sintonia no roteiro. O resultado é uma mistura confusa que não temos certeza se o filme é cômico ou se é para ser levado a sério. 

Tom Hardy tem excelente atuação durante todo o filme e Michelle Williams que vive Anne, namorada de Eddie, não consegue se destacar, apesar de ser ótima atriz.

Se um fã que conhece bem toda a história do hq e for prestar atenção minuciosamente em todo o filme, pode sair frustrado da sala de cinema, pois há alguns problemas  no ritmo. Venom serve mais para passar o tempo e se divertir, para ser visto com olhar mais superficial.

Lembrando que há duas cenas pós-créditos.



Trailer: